segunda-feira, 20 de agosto de 2007

PARAPAN AMERICANO RIO 2007

Como se não bastasse o recorde de medalhas no XV Pan Americano, edição 2007, o III Parapan Americano, edição 2007, realizado pela primeira vez na mesma cidade onde o Pan foi realizado, também bateu seu recorde de medalhas e deixou o Brasil em 1º lugar geral no quadro de medalhas, foram 83 de ouro, 68 de prata e 77 de bronze, chegando a somatória total de 228 medalhas. Se no texto “Pan Americano Rio 2007” vimos às dificuldades que os atletas passavam, dificuldades essas a respeito de patrocínio, apoio e a falta de materiais adequados para o treino diário e para competições nacionais e internacionais. Se esses empecilhos acontecem há atletas com condições físicas e motoras normais imagine o que não acontece com atletas com algum tipo de deficiência, as dificuldades triplicam, pois se atletas nacionalmente conhecidos não tem o apoio devido, seja esse apoio vindo de caráter publico ou privado, dirá paratletas, que lutam primeiramente para superar a sua deficiência e o pré-conceito. Deficiência essa que não os desanimam e os fazem treinar de forma precária todos os dias para superarem suas limitações, passando por cima de tudo e todos, buscando sua reintegração perante a sociedade, lutando por melhor infra-estrutura nas vias publicas, brigando todo dia contra o pré-conceito que teima em vê-los como “coitadinhos”, quando na verdade não são inválidos, pois apesar de suas deficiências são muitos eficientes e competentes no que fazem, fazendo melhor que você ou eu que somos fisicamente normais. Atletas como Clodoaldo Silva da natação, o imbatível, quebrando recordes e mais recordes a cada edição dos jogos, Clodoaldo que por coincidência (ou não) também é mais um Silva no Brasil. A mídia não divulgou quase nada sobre os jogos Parapan, o Pan foi incessantemente transmitido (coisa que foi muito boa), mas precisamos dar atenção da mesma maneira aos paratletas, pois, também devemos alegrias a eles. É tão bom ver que somos os melhores em alguma coisa, e quando digo nós, somos nós menos, pois não sei você, mas quanto a mim, também me sinto um paratleta, pois sou brasileiro e esses atletas de uma forma ou de outra defendem nosso país. Assim como nas modalidades esportivas tidas como normais, nossos Paratletas dão o suor e o melhor de si, e como (ou até mais) os atletas normais, nossos paraatletas precisam de incentivo, de "um giro de capital" para treinarem e subsídios para competir lá fora. Vamos ver se no próximo Parapan Americano divulgamos mais nossos atletas em ação, ou seja, falta preencher uma lacuna muito grande onde o pré-conceito infelizmente ainda impera, nossa mídia, seja ela escrita, assistida ou acessada tem como a obrigação de transmitir nossos paratletas competindo, pois estão enganados se isso não dá audiência, nossos atletas mostraram que são capazes, são eficientes e não deficientes, apesar das limitações que os impedem de fazer alguns movimentos e do pré-conceito que teima em surgir sempre, eles passam por cima de tudo, e o importante para eles não é só competir, eles querem ganhar, mesmo sem muito apoio venceram na vida e nos jogos Parapan Americanos Rio 2007.