sábado, 11 de agosto de 2007

E A COBRA FUMOU SENTANDO A PUA!

Após o afundamento do navio brasileiro por um submarino alemão em 18 de agosto de 1942, o Brasil declarou estado de beligerância aos paises do Eixo, e, resolveu participar da guerra ao lado dos aliados. Exatamente no dia 29 de junho do ano de 1944 vários pracinhas, como eram conhecidos os soldados brasileiros, entraram em um trem para embarcar numa viagem que ficaria para sempre na memória de cada um. Apesar do presidente Getulio Vargas ter prometido enviar 100.000 soldados, só foi possível mandar pouco mais de 25.000 homens. Após um ano de treinamento finalmente chega o dia de partida da Força Expedicionária Brasileira (FEB), dentre eles operários, estudantes, comerciários e lavradores. Mais tarde 400 homens da Força Aérea Brasileira iriam sobrevoar os céus da Itália. A idéia de que seria mais fácil uma cobra fumar que o Brasil enviar um exercito para a guerra foi quebrada. No dia 2 de julho o navio norte-americano General Mann, partia com nossos pracinhas, mal sabiam eles o horror que a guerra causaria na vida de cada um, partiram sem saber direito o que iam encontrar. Durante 13 dias eles viajaram muitos para o destino mais trágico, a morte! 465 soldados não retornariam para suas casas, seus empregos e suas famílias. O desembarque aconteceu no porto de Nápoles, Itália. Os soldados brasileiros tiveram a noção do que era a guerra quando desembarcaram e viram prostituição por troca de alimento e até brigas por resto de cigarros jogados no chão. Acostumados com o clima quente do Brasil, os pracinhas iriam lutar no frio intenso dos Alpes italianos. Frio intenso, subir montanhas se livrando de minas e 25 kg de equipamento nas costas era só mais um fator de cansaço, pois o cansaço psicológico de estar combatendo em território inimigo e risco de morte a todo instante atrapalhava muito mais o rendimento dos soldados tão mal treinados para tal situação. Devemos deixar aqui registrado também a importância das enfermeira brasileiras voluntárias, que tratavam e confortavam os soldados feridos no front de batalha, batalhas essas como as do Monte Castelo, que teve seu primeiro ataque em 24 de novembro de 1944, 5 dias após a primeira investida no Monte Castelo os pracinhas atacaram novamente e logo depois da segunda, houve uma terceira tentativa da tomada do Monte, infelizmente só ficou na tentativa, mas na quarta tentativa em 2 de Fevereiro de 1945 foi finalmente tomado pela FEB, a posição do Monte Castelo. Na batalha de Montese, 15.000 soldados alemães se renderam a FEB. Apesar de um treinamento precária no Brasil, de armas diferentes as quais os soldados estavam acostumados a lhe dar e todo os contratempos, os brasileiros conseguiram fazer uma bela campanha na 2ª guerra mundial. Ao retornarem do conflito, não tiveram o reconhecimento devido, caindo no esquecimento, muitos se suicidaram, pois não tinham nenhuma perspectiva de vida após à guerra, perderam seus empregos, seu lares, suas empresas, suas esposas. etc. É lastimável que estes heróis tenham caído no esquecimento e não tenham recebido o devido apoio, não são lembrados em nenhum momento da história do país, o Brasil tem um forte tributo histórico a pagar para esse verdadeiros heróis. Só depois de 40 anos é que se foi reconhecido essa importância dos pracinhas e foi reconhecido de maneira não muito exaltada, alguns ex-combatentes nem chegaram a ver esse reconhecimento concretizado. A história do Brasil na segunda guerra mundial serviria para incentivar o patriotismo, mas infelizmente a mídia prefere usar o futebol tal finalidade.